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sábado, 4 de setembro de 2021

Procurado pela PF, Zé Trovão não vai se entregar até 7 de setembro, diz advogado



Foto: Reprodução/Redes Sociais

O caminhoneiro bolsonarista Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, só deve se entregar à Polícia Federal pelo menos até o dia 7 de setembro, data para a qual estão previstas manifestações em favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Zé Trovão é acusado de promover a incitação de atos violentos contra o Congresso Nacional e STF, por meio das redes sociais. Ele teria descumprido ordens cautelares determinadas anteriormente por Moraes.

Segundo informação do jornal O Globo, a Polícia Federal busca pelo paradeiro do caminhoneiro para cumprimento da prisão, solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O advogado do caminhoneiro, Levi de Andrade, disse que ainda não teve acesso ao documento.

"Eu ainda não tive acesso [ao mandado]. A coisa estourou agora no fim de tarde. Como vou entregar o meu cliente se eu não tive acesso ao processo?", questionou Andrade, em contato com UOL, por telefone.

"Conversei com ele há cerca de cinco minutos. E pela vontade dele, já me adiantou que, se realmente tem esse mandado de prisão, ele não irá se entregar até o dia 7 de setembro", acrescentou, referindo-se à data prevista para manifestação de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). "Ele não cometeu nenhum crime. A defesa não compreende uma série de restrições [impostas pelo STF].”

Segundo publicou a Folha, Zé Trovão, que é um dos articuladores dos atos em apoio a Bolsonaro, decidiu ignorar a determinação de Moraes de bloquear a chave Pix que vinha recebendo dinheiro para organizar as manifestações. Na última quarta-feira (1º), Zé Trovão anunciou uma nova chave Pix para receber os recursos.

Andrade classificou o mandado expedido por Moraes como "inconstitucional" e disse estranhar a rapidez do STF contra o seu cliente. "[O mandado de prisão] é totalmente inconstitucional. Eu protocolei um habeas corpus já há algum tempo contra as restrições impostas e até agora não foi julgado. Acho muito estranho... Temos visto coisas de um dia para outro serem resolvidos. [O HC] é um remédio jurídico, que não pode demorar.”

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