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terça-feira, 21 de abril de 2020

Coronavírus: Parte dos setores econômicos não cumpre as normas e o risco de infestação em Irecê é real


O prefeito Elmo Vaz e a secretária de saúde, Dulce Barreto, em recente live oficial, falaram na intensificação de fiscalização. Mas esta ainda não se fez notar, favorecendo aos empreendedores descompromissados com as normas de prevenção do Covid-19.
Várias aglomerações foram notadas, nesta segunda-feira, 20, em Irecê e movimentação intensa das atividades comerciais, depois que o prefeito Elmo Vaz anunciou a abertura gradual das atividades comerciais, fechadas em seguida por conta do primeiro caso positivo para coronavírus/Covid 19 no município (Um caso de contaminação importada de Manaus) e que deverão ser reabertas nesta quarta-feira, 22, conforme novas regras.
A maioria dos estabelecimentos comerciais cumpre as orientações do decreto municipal, mantendo-se fechadas aquelas que não são consideradas essenciais para as necessidades das famílias em distanciamento social. Outras funcionam à meia porta e com barreiras nos seus acessos, em cumprimento às normas de redução de riscos da contaminação.

Panorâmica na Praça do Banco do Brasil – Foto: Olga Lara

DESOBEDIÊNCIA E AGLOMERAÇÕES – Por outro lado, supermercados não conseguem cumprir as determinações e outras que não são essenciais, estavam funcionando normalmente em desacordo com o dispositivo de restrições. Não foi notado nenhuma loja que comercializa alimentos fazendo gestão de acesso dos seus clientes, visando aferir se a quantidade clientes no interior dos estabelecimentos estavam na quantidade determinada pelo decreto, uma por cada 5m². Em vários caixas não haviam álcool gel nem o álcool 70% e pias na saída também não se viu.
Mas foi nas agências bancárias e casas lotéricas, onde se verificou que a própria população parece não acreditar nos riscos de vida aos quais está exposta. Servidores da Prefeitura distribuem máscaras e orienta para o uso adequado e manutenção de distanciamento seguro entre pessoas nas filas. Funciona por segundos. Em seguida as aglomerações das pessoas ansiosas para sacarem os recursos oriundos do programa de Renda Básica, tornam sem efeito as ações.

IRECÊ EM RISCO DE CONTAMINAÇÃO – Para o médico e infectologista Dr. Alessandro Farias, do Hospital Português, “historicamente o contágio de diferentes tipos de agentes infecciosos é comum nas aglomerações. “Grandes multidões criam um ambiente favorável à transmissão de infecções. Muitas pessoas juntas, principalmente em tempos de pandemia, favorecem à disseminação e pode afetar a saúde das pessoas”, observa o infectologista.
De acordo com o especialista, se as pessoas contaminadas tiverem um contato muito próximo, ou tocarem em superfícies com grades, portas, pareces, objetos etc, a possibilidade de contágio às outras pessoas é muito grande.
Para a jovem Rana Porto, que se dispôs a contribuir na organização das filas, “o maior problema é a falta de conscientização das pessoas, principalmente os mais jovens. São eles os que menos colaboram com a organização. A percepção da pandemia como um problema real, só ocorrerá quando o vírus acometer um ente querido. Já organizamos a fila mais de 10 vezes em curto espaço de tempo. O pessoal não vai levar a sério até acontecer com alguém da família”, salienta.
A usuária dos serviços bancários Danúbia de Souza, que atua no comércio varejista na Praça Mario Dourado, no centro, “faz-se necessária a realização de medidas de humanização nos serviços, como proteção solar com a instalação de toldos, visto que a existência das filas nesse momento é inevitável”.
Ela destaca também que os trabalhos de conscientização infelizmente têm sido insuficientes.
“O trabalho de conscientização não tem sido suficiente, as pessoas não dão os espaços orientados. Faltam mais fiscalizações e condições mais humanas para as pessoas esperarem. Até porque é um auxílio do governo e querendo ou não, vai ter fila”.

*Da redação, com informações do site Cultura&Realidade

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